Emílio Orciollo Netto no podcast Pode Vir Portugal

Emílio Orciollo Netto no podcast Pode Vir Portugal

35 anos de carreira, arte como ofício e o ator como agente de transformação

Na entrevista ao podcast Pode Vir Portugal, o ator Emílio Orciollo Netto compartilha reflexões profundas sobre seus 35 anos de trajetória entre televisão, cinema e teatro — com um olhar maduro, técnico e ético sobre a atuação hoje.

Principais temas da conversa

Novela x Streaming: duas lógicas, dois mundos
Emílio faz uma distinção clara entre as novelas tradicionais, que ele define como uma “obra viva” (roteiros abertos, repetição narrativa e contato diário com o público), e as séries de streaming, marcadas por roteiros fechados, fórmulas narrativas rígidas e decisões baseadas em retenção de audiência.
Ele cita produções como O Rei do Gado, O Mecanismo e Arcanjo Renegado para ilustrar essa transição de mercado.

Exposição, contratos e instabilidade
O ator relembra a era dos contratos fixos e exclusivos das emissoras — estáveis, porém limitadores — e compara com o modelo atual: mais democrático, porém financeiramente instável, baseado em contratos por obra e sem garantia de continuidade.

Ética no set e cenas íntimas
Um ponto forte da entrevista é a evolução ética das produções. Emílio destaca a presença do coach de cenas íntimas, que coreografa e valida previamente esse tipo de cena, protegendo especialmente as mulheres e rompendo com práticas abusivas historicamente normalizadas no audiovisual.

Teatro raiz: presença, troca e humanidade
Em Portugal, Emílio apresenta o monólogo “Também queria te dizer”, inspirado na obra de Martha Medeiros.
Ele defende o teatro raiz como uma experiência viva: recebe o público na porta, conversa após o espetáculo, escuta críticas e promove troca real. Para ele, o teatro não é consumo passivo — é encontro, provocação e transformação.

“O ator é um ressuscitador de almas”
A frase, aprendida com Raul Cortez, sintetiza sua visão de propósito. A arte, segundo Emílio, existe para tirar o espectador do piloto automático, provocar desconforto e lembrar que faz sentido estar vivo.

Conselho para novos atores
Mais do que técnica, ele defende formação contínua, empatia, escuta e generosidade. Estudar, observar o mundo, conviver com diferentes gerações e se colocar a serviço da história são pilares da profissão.


Uma entrevista que vai além da carreira

A conversa no Pode Vir Portugal é menos sobre fama e mais sobre responsabilidade artística, ética, sensibilidade humana e presença — valores cada vez mais raros (e necessários) em um mercado acelerado por métricas e algoritmos.

📌 Conteúdo essencial para quem trabalha com arte, comunicação, cultura ou simplesmente acredita que boas histórias ainda podem transformar pessoas.

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *