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Família Lyons

Família Lyons

FAMÍLIA LYONS

de Nicky Silver
direção Marcos Caruso

Com texto inédito no Brasil do dramaturgo americano Nick Silver e direção de Marcos Caruso, o espetáculo “Família Lyons” é um drama cômico, que reúne no palco os atores Suzana Faini, Emilio Orciollo Netto, Zulma Mercadante, Pedro Osório, Rose Lima e Rogério Fróes estreia no dia 15 de maio, no Teatro Gláucio Gill em Copacabana.

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A montagem conta a história da Família Lyons. O pai Ben Lyons, classe média, está em um hospital em estágio terminal de câncer, com a família ao redor: Rita, sua mulher, e seus filhos adultos, Lisa e Curtis. Ben já perdeu o senso de educação e diz o que lhe vem à cabeça. Rita, presa em um casamento de 40 anos sem amor, imagina agora o futuro sem Ben, e planeja a redecoração da casa. Lisa é alcoólatra e acabara de sair de um casamento abusivo; Curtis, homossexual, tem muito pouco em comum com seu pai, que é homofóbico. A família se reúne no leito de um hospital e aproveita os último momentos de vida do pai para um acerto final.

E nessa hora cada um cobra do outro o que não recebeu e cada um cobra de si mesmo aquilo que não tem condições de dar. “Estamos fazendo um espetáculo sobre o amor e a impossibilidade de externar esse amor. Como uma família não deve ser. Através da impossibilidade de afeto a gente mostra como seria essa família se não tivesse tantos problemas”, explica o diretor Marcos Caruso.

Os diálogos são carregados de humor ácido ao discutir temas como casamento, solidão, alcoolismo e sexualidade. Segundo Nick Silver o humor é a única ferramenta que nós, como seres humanos, temos para sobreviver durante os momentos trágicos da vida.

No palco, o autor reúne personagens que retratam uma família judia de classe média alta desestruturada com disfunçöes psicológicas que se agridem durante toda a narrativa.

A montagem tem luz de Felipe Lourenço, figurino de Patricia Muniz, cenário Alexandre Murucci e trilha sonora assinada por Marcelo Alonso Neves.

O Autor

Nicky Silver é considerado atualmente um dos mais produtivos e talentosos escritores americanos, e, eventualmente, comparado aos dramaturgos Eugène Ionesco e Edward Albee, por seu “realismo absurdo”. Suas obras navegam com a mesma desenvoltura pelo drama, pela comédia e pela farsa para tratar de temas universais – famílias disfuncionais, a sexualidade em suas variadas inclinações, desagregação, solidão. Nicky Silver se formou no Experimental Theatre Wing da Universidade de Nova York, cidade onde reside atualmente

Desde o início dos anos 1980, seus textos vêm ganhando os teatros nova-iorquinos com grande impacto e sucesso. Depois ganharam os principais teatros do mundo. No Brasil, foram sucesso de público as montagens de “Pterodátilos”, Os Autruístas” e “Criados em Cativeiro”.

“The Lyons” foi sua primeira peça a estrear na Broadway em 2012, sendo sucesso de público e crítica. Teve seu trabalho reconhecido pelo jornal “The New York Times”, que o consagrou pela “absurdidade clássica”, e desde então acumulou uma série de indicações e premiações.

Marcos Caruso – diretor

Marcos Caruso atuou em 35 peças teatrais, entre elas o grande sucesso “Intimidade Indecente” (inicialmente ao lado de Irene Ravache, e depois com Vera Holtz). É autor de 10 textos, entre eles o fenômeno “Trair e Coçar é só Começar”, há 29 anos em cartaz; e dirigiu as peças “S.O.S. Brasil” e “Brasil S.A.”, ambas de autoria do empresário Antônio Ermírio de Moraes, falecido recentemente. No ano passado dirigiu o espetáculo “Selfie” com texto de Daniela Ocampo reunindo no palco os atores Mateus Solano e Miguel Thiré

Na TV, atuou em 15 novelas, entre elas “Avenida Brasil”, em 2012, que se tornou mania nacional e parou o país no dia da exibição do ultimo capítulo. Escreveu duas novelas, uma delas foi “Ana Raio e Zé Trovão” (a primeira e única novela itinerante da teledramaturgia brasileira, exibida na extinta TV Manchete) e vários seriados, e dirigiu “Fala Dercy”, programa com Dercy Gonçalves.
No cinema, atuou em 10 filmes, entre eles “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Andre Klotzel; “Polaroides Urbanas”, de Miguel Falabella; e “Irma Vap – o retorno”, de Carla Camurati. Escreveu quatro roteiros, entre eles “O Casamento de Romeu e Julieta”, dirigido por Bruno Barreto.

Ficha técnica

Direção Artística: Marcos Caruso
Elenco: Suzana Faini, Emilio Orciollo Netto, Zulma Mercadante, Pedro Osório, Rose Lima e Rogério Fróes
Tradutor: Juliana Burneiko
Cenário: Alexandre Murucci
Figurino: Patrícia Muniz
Iluminador: Felipe Lourenço
Fotografia: Paula Kossatz
Direção de Produção: Claudio Rangel
Produtores Associados: Alberto Bardawil, Claudio Rangel e Zulma Mercadante
Realizaçäo: Will Marketing Comunicaçäo Produçäo
Direção Musical: Marcelo Alonso Neves
Projeto Gráfico: Felipe Taborda
Assessoria de Imprensa: Luiz Menna Barreto

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