» Ele é um paulista com jeitão de carioca

Ele é um paulista com jeitão de carioca

Ele é um paulista com jeitão de carioca

Emilio Orciollo Netto, de ‘E aí, comeu?’ e ‘Gabriela’, declara seu amor à Barra da Tijuca

O paulistano, de 38 anos, quando criança queria ser zelador. Até que, quando começou a ver a minissérie “Anos dourados”, da TV Globo, em 1986, encantou-se com o talento de Malu Mader, Felipe Camargo e Taumaturgo Ferreira. Apaixonou-se por televisão. Aos 15 anos, começou a atuar. Depois, formou-se em Administração. Mas a vocação para as artes cênicas falou mais alto e motivou a mudança para o Rio, em 1997. Foi assim que Emilio Orciollo Netto fincou o pé e o coração na Barra e, hoje, se sente um carioca plenamente realizado.

O ator está em cartaz nos cinemas com o filme “E aí, comeu?”, sucesso nacional, com mais de 2,4 milhões de espectadores até agora — a maior bilheteria do cinema brasileiro este ano. Na TV, ele vive o misterioso Príncipe Sandra, em “Gabriela”, que será castrado no capítulo de terça-feira, numa das cenas mais fortes da novela das 23h da Globo. Além disso, ele vai começar a ensaiar o seu primeiro monólogo “Tudo o que eu queria te dizer”, baseado em texto de Martha Medeiros, com direção de Victor Garcia Peralta.

Há 15 anos, ele saiu de São Paulo e se mudou para o Rio em busca de um lugar ao sol na carreira. Foi uma necessidade, mas, hoje, o morador do Jardim Oceânico garante que viver na Barra é um dos seus maiores prazeres e que do bairro ele não sai mais. Os motivos são a qualidade de vida, a proximidade dos amigos, do trabalho, do comércio e de áreas de lazer e cultura:

—Acho que o charme da Barra é ser um lugar com identidade própria, onde há diversos tipos de pessoas que convivem bem e encontram vários serviços.

Ele acha que o bairro parece uma agradável cidade do interior e, ao mesmo tempo, oferece serviços de cidade grande, conseguindo atender a todos os públicos.

— Amo a Barra e não a troco por nada. Considero a qualidade de vida daqui parecida com a do interior. Faço tudo a pé ou de bike. Corro, malho e medito ao ar livre (na praia), faço amizades e encontro com os amigos nas ruas frequentemente. Acho incrível porque me sinto em um lugar mais reservado, mas, ao mesmo tempo, a cinco minutos do agito do comércio, por exemplo. Frequento a Avenida Olegário Maciel, onde antes só tinha um Bob’s e agora você pode encontrar restaurantes dos mais simples aos mais sofisticados.

Boa fase no cinema, teatro e TV

Emilio Orciollo Neto curte a vida cultural e as opções de lazer da Barra. Assiste a filmes de arte no Barra Point e os mais populares nos grandes shoppings. No Teatro dos Grandes Atores, onde já atuou, vê comédias. Mas gostaria de ver em cartaz na região outros tipos de peça.

Subir a Pedra da Gávea também está na lista de preferências, assim como comprar peixes no Quebra-Mar; almoçar no Nativo quase todos os dias; jantar na pizzaria do Braz ou no japonês Pe’ahi, e passear na Feira da Praça comendo um pastel, sentindo-se numa cidadezinha:

— Para mim, o único problema daqui é o trânsito. Hoje, o trajeto que se fazia em 30 minutos é feito em mais de uma hora.

O ator comemora a boa fase profissional — resultado, diz, de muita dedicação. Não se considera no auge da carreira, mas sim ainda em tempo de muito trabalhar e aprender.

— Estou radiante neste momento da minha carreira como ator e também produtor associado pelo sucesso do “E aí, comeu?”, no qual sou um escritor que se envolve com mulheres comprometidas. Também estou muito feliz com o trabalho na novela, na qual meu personagem é bem diferente do que faço no filme, e com o meu primeiro monólogo, que apresento a partir de novembro e sigo até fevereiro aqui no Rio — comemora.

Na terça, será exibida uma das cenas mais fortes de “Gabriela”: a castração e a morte de Príncipe Sandra:

— Toda a sequência é muito realista. Foi difícil. A cena mais dramática que já gravei na minha carreira. Foi incrível contracenar com o (Antônio) Fagundes. O jogo cênico favoreceu. O olho no olho foi intenso — anuncia.

Fonte: O Globo

Topo