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Caipirinhas

Irmãos matutos de Alma Gêmea emplacam até bordão engraçado.

Mazzaropi foi só o ponto de partida. Estreantes na comédia, Emílio Orciolio Netto e Fernanda Souza conseguiram misturar a seu jeito – e bem – a inocência caipira do comediante que eternizou o Jeca Tatu no cinema nos irmãos briguentos que fazem na novela Alma Gêmea. O atrapalhado Crispim e sua irmã cozinheira — que só é chamada com o bordão tipo Fred Flintstone ‘O Miiiiiirnaaaaa’ – estão em simpática sintonia caipira. “Eles têm apelo popular, sem serem popularescos. E engraçado e uma homenagem ao Mazzaropi”, conta Emílio, 31 anos, que diz ser reconhecido na rua não pelo nome do caipira, mas pelo grito do bordão.

Paulistana e só tendo feito tramas urbanas como Malhação, Fernanda, 21, teve que aprender a lidar com os bichinhos do sítio da trama. Além, é claro, de conviver com a patinha Doralice, fiel companheira de Mima. “A pata é boazinha, mas me dá umas arranhadas quando está agitada. Nunca tinha visto um pato de perto. Sempre fui muito urbana”, reconhece Fernanda, bem-humorada. No sítio da novela, tem bode, porco, vaca e galinha. “Das galinhas, eu não tenho mais medo. Tento passar tranqüilidade”, ri, nervosa.

No capítulo de amanhã, mais trapalhadas da dupla no casamento da patinha Doralice. Crispim tem nova crise de ciúmes ao ver Amarildo (Lucas Domso) pegando na mão da irmã, e joga o charreteiro no chiqueiro. “A Mima já teve uns seis pretendentes. E isso é legal porque dá humor. Tomara que ela arrume um par”, torce Fernanda.

Enquanto isso, Crispim tenta conquistar Kália (Rita Guedes), lhe oferecendo tudo. Até arranca um beijo de sua ‘anja’, mas faz xixi nas calças de tão nervoso. “Ele descobre a sexualidade com ela. Deve ser virgem. Foi quase uma ejaculação precoce, mas como é novela das seis…”, ri o também paulistano Emilio, que buscou o tipo nas pracinhas de Capivari (SP).

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