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Curiosidades

Minha primeira novela

O ano de l996 estava na USP quando tive a oportunidade de fazer um teste para a novela da Globo, Rei do Gado.

De todos meus colegas que fizeram o teste, foram selecionados, Caco, Marcelo, e eu.

Do dia do encerramento dos testes até a decisão de quem seria aprovado, foram 30 dias de muita expectativa e noites de insônia.

Nós, os selecionados, nos falávamos duas a três vezes ao dia. Você foi chamado? Eu não. E você foi ? Eu também não. Será que o Caco foi? Liga para ele e me liga! Tá ? OK! E assim sempre, até que fui chamado pelo Diretor da novela, Luiz Fernando de Carvalho, quem me comunicou que eu tinha um rosto muito jovem para o papel na novela.

Mas, que não ficasse triste, pois a novela teria a 2° fase e eu seria chamado. Arrasado, com um sentimento vazio, fui confortado pela minha família e me dediquei mais ainda aos meus estudos de Artes Dramáticas.

Achei que foi uma maneira elegante de ser descartado. O bom era que dois colegas meus da escola foram os escolhidos e já tinham até começado a gravar.

O tempo passou, chegou o Natal de 96. No dia 26/12/96, quinta-feira, eram cinco e pouco da tarde, eu estava indo para Punta del Leste, no Uruguai, com passagem já comprada para o dia 27, quando me ligaram da TV Globo do Rio, me perguntando se eu queria fazer um personagem na novela Rei do Gado, para fazer o papel de um italianinho, pois o pois o teste que eu havia feito no início do ano estava adequado para o papel, consequentemente, fui o escolhido.

Perguntaram-me também se meu passaporte estava em ordem, e se me dispunha a ir para a Itália dois dias depois, pois as gravações seriam feitas lá, e eu iria contracenar com o Raul Cortez.

É claro que sim, respondi. Então embarquei para o Rio no dia seguinte, levando o passaporte, carteira de trabalho e carteira de identidade. Não dormi à noite.

Às 6 horas estava de pé. Peguei o avião das 8:00 h e me apresentei no Projac às 10:30. Esperei o Luiz Fernando chegar, conversamos bastante.

Mandou eu cortar o cabelo, deixar barba rasa, e que eu seria o Giuseppe Berdinazzi, sobrinho neto do Berdinazzi (Raul Cortez).

Saí da sala já com o texto e fui para a produção. Lá me deram uma mala com todo o figurino que deveria usar, a passagem para Itália, e votos de Boa Viagem.

Dia 28/12/03, às 23 horas, segui para a Itália. Lá encontrei toda a equipe, fui muito bem recebido e assim começou minha carreira na grande mídia, isto é, na Televisão.

Superstição

Só uso cueca vermelha para trabalhar, sempre uso vermelho.

Eu acredito muito na cromoterapia. As cores ajudam no astral. Levanta a pessoa como pode até derrubar.

Acho que estando sempre com uma cor forte como o vermelho, minha energia e meus chacras são estimulados.

Procuro sempre estar usando uma cueca vermelha, quando estou trabalhando. Quando não estou, uso de outra cor.

Reconhecimento público

A 1ª vez que fui reconhecido, foi muito engraçado. Estava gravando o Rei do Gado. Morava em Copacabana e estava hospedado no hotel Malibu.

Quando foi exibido o primeiro capítulo de que participei foi a primeira vez que apareci na televisão. Após as gravações do dia, o carro da Globo me deixou na Av. Atlântida , pertinho do hotel em que residia.

Todo alegre pelo meu dia de trabalho realizado na Rede Globo fui a pé para o hotel como ia todos os dias. Naquele, entretanto, foi diferente. Andando sozinho, muita gente me parou, perguntando: – você não é italiano? “Ah, pensava que era e que estava na Itália.”

Na realidade a minha primeira cena foi gravada na Italia e já tinha aparecido o capitulo na televisão.

Isso foi engraçado, as pessoas achavam e muitas acham até hoje, que sou italiano. Na realidade sou brasileiro. Sou ator.

Sonhos

Um dos grandes sonhos da minha vida é poder olhar para trás e ver que construí uma carreira, assim como estou procurando construir: com muito trabalho, respeito pelos meus companheiros, pelo público e acima de tudo, pelas minhas realizações no teatro, televisão e cinema.

Saudades

Antigamente, quando era criança, brincava na rua, ia para o clube a pé, não tinha tanta violência. Tinha mais liberdade de circular e mais amizade entre as pessoas e vizinhos. E até que não sou tão velho assim. Só tenho vinte nove anos.

Hoje em dia a vida se tornou mais perigosa, e, portanto temos que tomar mais cuidado, consequentemente, temos menos liberdade.

Hoje procuramos prédios, condomínios , lugares com mais proteção. Efetivamente tudo era mais livre, disso tenho muita saudade. Um dia, quando eu tiver meus filhos, tentarei oferecer a eles a liberdade que fui criado.

Infelizmente, a realidade é outra, mas temos que nos adaptar. Sou uma pessoa simples, que procuro me adaptar às circunstâncias da vida. Despojado, gosto de trabalhar e, acima de tudo, amo minha família…

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